Comunhão Psico-Espiritual (parte 1)

Comunhão Psico-Espiritual – A chave para a unidade da comunidade de fé como Corpo de Cristo (parte 1)

“Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” Sl. 133:1

A Palavra comunhão é a tradução grega da palavra KOINONIA, cujo significado, em essência e dentro da visão bíblica, sugere liga, aderência, estreita união e laços fraternais entre os homens. A palavra foi retomada pelos filósofos para indicar o ideal a ser buscado. E, assim, podemos afirmar que, em uma comunidade de fé – Igreja – ela é imprescindível, uma vez que os membros desta comunidade são os filhos da paz.

Quando refiro-me à comunhão psico-espiritual estou diferenciando ser um filho da fé x ser um filho dirigido pela fé. No primeiro, a comunhão psico-espiritual não acontece, apesar deste filho da fé ter a sua confissão de fé em Jesus, ser batizado dentro das convicções evangélicas e estar integrado e inserido dentro das funções eclesiásticas. Quanto ao segundo, ou seja, ser um filho dirigido por fé, além de ter a confissão de fé em Jesus, ser batizado e inserido dentro do contexto de atividades da igreja como agência do Reino de Deus, ele é um filho operante da vontade de Deus dentro da Sua grei. Sim, é plano de Deus que sua igreja tenha como testemunho público a Unidade e que revele aos homens que nós somos um, apesar das diferenças étnicas e culturais.

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A Fé por si só não gera essa unidade dentro do corpo de Cristo!

Acreditem: muitas igrejas estão auto-destruindo-se, muitos líderes estão degladiando-se, medindo força e em nome de Deus e da justiça própria. Situações que possibilitam ao inferno tripudiar da nossa fé e tudo isso porque não temos consciência da comunhão que converge no Senhorio de um Cristo que muda nossa maneira de ver e refletir sobre os assuntos espirituais. Precisamos, como filhos dirigidos pela fé, primeiro, mudar nossa mentalidade de ver o mundo que fazemos parte. Precisamos ter uma cosmovisão cristã. Precisamos permitir que, da mesma forma que Deus abriu o entendimento dos apóstolos libertando-os de sua “mentalidadezinha provinciana de galileus” para homens visionários e tementes a Deus, nós nos esforcemos para chegarmos ao ponto de hoje deixar que o pastoreio do Espírito Santo não seja um discurso teológico mas uma realidade experimental e diária no nosso existir enquanto igreja. É hora, Igreja, de repensarmos a nossa posição de agente operante da comunhão dentro da igreja. E acredite: tudo começa com você. Como? Vamos ver…

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pastor da Segunda Igreja Batista em Palmas.

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