Crise abre espaço para evangelização no Timor Leste
O histórico de exploração, miséria, instabilidade política e econômica são as características que marcam a história do país e constrói a falta de perspectiva do povo timorense. Realidade que pode ser totalmente mudada com a chegada de missionários, facilitada pela abertura à ajuda internacional vivida atualmente. Compreender o contexto político e econômico do Timor-Leste é fundamental para que a grande obra que Deus pode fazer no país que seja vista, através de um momento crítico.
O Timor-Leste foi habitado por tribos da Malásia até 1520, a partir de então começou a colonização portuguesa na área, que durou 450 anos. Apenas em 1975 um movimento civil declarou a independência do país, porém três dias depois do acontecimento o Timor foi invadido pela Indonésia, que até 1999 o considerou como sua 27º província. Neste ano a Organização das Nações Unidas (ONU) resolveu intervir na situação do país organizando um plebiscito, no qual 80% dos timorenses votaram pela independência.
A decisão desencadeou uma guerra civil marcada por massacres e muita destruição, levando a ONU a intervir novamente, até que em 2002, o país finalmente conseguiu oficializar-se como uma república democrática. Um breve período de possível desenvolvimento foi novamente interrompido em 2006 quando uma nova crise atingiu a sociedade.
Essa realidade sempre impediu o crescimento do país, o nítido atraso no desenvolvimento pode ser visto na chegada da luz elétrica que se deu apenas na década de 60 e água encanada apenas em 1970. Atualmente a infra-estrutura existente no país limita-se a alguns órgãos de saúde, ensino e transportes, sendo que muitos deles foram destruídos ou danificados pelas milícias pró-Indonésia após o plebiscito. O comércio de sândalo, uma das principais mercadorias do território, perdeu importância e a única fonte de rendimento passou a ser uma modesta produção de café. O Timor-Leste ocupa a 36ª posição dentre os países de menor desenvolvimento no mundo e a sobrevivência do país depende totalmente da cooperação internacional, proporcionando uma grande oportunidade para o envio de missionários evangélicos dispostos a contribuir com a reconstrução do país.
O desafio
Em meios às lutas pela liberdade política e econômica travada no Timor-Leste, missionários brasileiros lutam para levar liberdade espiritual e paz ao povo.
Situado na parte leste da Ilha de Timor, a oeste da Indonésia, o Timor-Leste possui uma área de 14.878 Km², equivalente a metade do tamanho do estado de Sergipe. A posição geográfica do país o coloca no chamado “Anel de Fogo”, área onde há muitos terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas. O idioma oficial do país é o português, mas o tétum, um dialeto comum entre o povo, é muito falado também.
Pela influência da colonização portuguesa, as relações entre Estado e igreja católica fizeram do catolicismo a religião oficial do país. Hoje 91,4% da população é católica, porém a maioria é animista. O forte sincretismo com crenças ocultas enfraqueceu o catolicismo no país, o que dificulta também a aceitação do evangelho, pois o povo vive mergulhado em práticas pagãs, medo de espíritos e culto aos mortos. Há também muçulmanos no país, representando 1,7% da população.
A constituição declara a república democrática, garantindo a liberdade religiosa, no entanto, ainda existe perseguição por parte de grupos radicais. Igrejas de várias denominações têm enviado missionários ao país para o desenvolvimento de projetos sociais, educacionais e esportivos. Há grande necessidade de professores para lecionar no país e, para os brasileiros, essa porta se abre com mais facilidade, pois o governo quer oficializar o português como a língua do país.
Missionários da JMM aguardam por ajuda na obra em Timor
A participação da JMM na evangelização do Timor-Leste começou em 2001, com o envio do casal Pr. Denison e Patrícia Baptista, porém uma grave enfermidade na coluna da missionária Patrícia trouxe o casal de volta para o Brasil.
Só em 2005 uma nova obreira foi enviada ao país, a professora Silvânia Maria da Costa. Ela utilizou um convênio firmado entre os Ministérios da Comunicação do Brasil e Timor-Leste e partiu para o campo. Em 2006 o casal Pr. Evaldo e Vanete Teixeira também seguiram para o Timor, para desenvolver um trabalho de implantação de igrejas na capital Dili, somando forças ao trabalho da missionária Silvânia Costa.
Em nota publicada no site da JMM no dia 10/02, os obreiros informaram que estavam bem, apesar do clima instável do país. Os missionários aproveitaram para pedir orações pelo Timor-Leste, seus governantes e população, para que Deus atue resguardando a todos de uma nova crise social no país.

