Então mais um Natal
A celebração do Natal tem sido tristemente transformada num truque de marketing para enriquecimento no mundo dos negócios. O verdadeiro sentido do Natal e seu significado eterno tem sido esquecido.
Para muitos, Natal nada mais é que um feriado pagão, dedicado a satisfazer os apetites da carne, sem nenhum significado espiritual. Para o salvo, todavia, apesar do mau uso que se faz desse dia, o Natal significa Esperança. Para tanto, neste pequeno espaço gostaria de resgatar a verdadeira motivação para que nós, os cristãos evangélicos, possamos celebrar em essência o verdadeiro Natal.
Primeiro, o Natal não pode ser entendido até que Jesus tenha um lugar prioritário em nossos corações (João 1:14).
Quando o mistério da vinda do Senhor Jesus se torna claro no coração humano, o homem compreende que o Natal não é apenas um feriado, mas sim um dia muito importante para a revelação do amor maior de Deus. O nascimento de Cristo não foi um evento trivial da história. Foi a entrada triunfante de Deus em carne, osso e sangue na história e vivência da humanidade. É por causa dessa vinda divina ao mundo que o relacionamento do homem com Deus é restaurado.
Segundo, o Natal não pode ser plenamente entendido se não for à luz de uma cruz erguida no Calvário (João 3:14, 15). Pense na alegria instantânea, imensurável e incontrolável dos discípulos quando perceberam que o túmulo estava vazio. Para os salvos, o Natal traz grata celebração, traz vida e esperança (Números 21:4-9).
Amados, que oportunidade profunda nós temos de poder testemunhar de Cristo! Devemos aproveitar e falar do verdadeiro sentido do Natal. Fale do grande plano e amor de Deus. Fale e neste Natal não deixe de compartilhar a verdadeira razão da nossa celebração.
O Natal significa que Deus se identifica com a condição humana, que há um propósito para a história. Esta está sendo conduzida por um Deus que governa e ao final será coroada com o triunfo de Deus sobre todo o mal.
Os deístas eram aqueles que criam num Deus que criou o mundo e que depois o deixou à própria sorte. Como um relojoeiro que dá corda em um relógio e depois deixa-o por si mesmo. Como uma criança que em um dia de chuva coloca o seu barco de papel na correnteza e o deixa ir embora sem rumo definido.
No Natal, a eternidade se faz história. O princípio e o fim têm realidade, têm concretude histórica, têm nascimento, vida e morte.
O Natal nos diz que Deus é o Deus transcendente, isto é, acima de sua criação, mas é também o Deus imanente, isto é, envolvido com a história da sua criação.
O Natal significa que Deus nos revelou os propósitos mais profundos do seu coração. Os seus mistérios.
No Natal, o mistério se desfaz, o evangelho é o mistério oculto, e Cristo é o centro do Evangelho.
Deus tem um plano maravilhoso para redimir o homem. O pecado, a morte e o diabo não têm a última palavra.
No Natal Deus começou a desvelar o seu plano de amor e graça que Ele havia estabelecido antes da fundação do mundo.
Por isso e por tantos outros motivos é que escreverei aos domingos do mês de dezembro e digo a minha congregação – FELIZ NATAL E PAZ NA TERRA AOS HOMENS A QUEM DEUS QUER BEM.

