Está tudo bem na Casa do Senhor?
Sendo pastor a 14 anos, dentre eles, os três últimos como missionário nomeado da JMM, eu entendo os desafios de liderar uma congregação em uma profunda purificação e santificação. Eu entendo como é fácil agendar eventos, congressos, programas e cultos a fim de lotar a igreja e manter as mentes dos crentes ocupadas. Entendo, respeito e compreendo o momento que a SIBAPA, nossa igreja, viveu durante o tempo sem pastor. A construção do novo templo, a emergente liderança do irmão Arias e a Campanha 40 Dias de Propósitos foram, sem dúvida, ações divinas que mostraram à Igreja que ela tinha que marchar em busca de aprendizado, de crescimento e de unidade. Literalmente, podemos dizer que “as portas do inferno não prevaleceram”, o Senhor triunfou (Aleluia!), ainda que muitas dores tenham ocorrido. Mas, esquecendo das coisas que para trás ficam, agora precisamos pensar: está tudo bem na Casa do Senhor?
Depende de qual casa estamos falando. A estrutura organizacional não é nenhuma maravilha, mas vai bem. O processo litúrgico dos cultos e programas, sim, está contemporâneo, então vai bem. Mas… As vidas, enquanto casa do Senhor, que compõem a membresia da igreja, como vão? Nada bem.
Somos Casa do Senhor, enquanto templos do Espírito Santo. Nossas vidas e nosso estilo de viver devem revelar aos homens quem Deus é. Esta revelação pública do nosso Deus dá-se em função do nosso testemunho público, que inclui nossa adoração, nossa comunhão, nosso discipulado, nosso ministério, dentro e fora da igreja – que não pode ser confundido com o dinheiro que damos à igreja ou os serviços que prestamos a ela. Uma vez que somos o Corpo de Cristo, não podemos abrir mão dos nossos preceitos e conceitos bíblicos sobre santidade e purificação em detrimento de sermos achegados a pessoas que se dizem membros da igreja e estão andando contrários aos ensinamentos bíblicos. A Bíblia chama-nos e adverte-nos quanto ao erro e pecado dos irmãos que caíram e tropeçaram na fé, dos que abandonaram o convívio congregacional (por motivos diversos), dos que foram seduzidos por ventos de doutrinas e dos que pervertem o caminho dos justos com doutrinas de demônios (Ap. 2.12-26; 3.14-22).
Amada Igreja, é hora de respondermos segundo o que a Bíblia diz e não segundo o que as mudanças externas dizem: Está tudo bem na Casa do Senhor? Ou vamos fingir que está tudo bem quando sabemos que não está? Que fazer com os que mudaram de cidade e não se desligaram do rol de membros da igreja? Que fazer com os jovens que se embriagam nas noites e fazem sexo livre, mas são filhos de crentes e líderes que, por serem seus filhos, não os orientam a pedirem os seus desligamentos da igreja? Que fazer com os que se desviaram e nem sabemos por onde andam e continuam como membros da igreja? Que fazer com aqueles que foram para outros grupos religiosos? Que fazer com os líderes que, no seu campo profissional, são péssimos exemplos de cristãos e são tolerados dentro da igreja? Que fazer?… A BÍBLIA NOS ENSINA O QUE FAZER. Voltemo-nos ao que ela diz.

