O crente e a contribuição
O propósito dessa lição é estudar cuidadosamente o dever da contribuição financeira que todo o crente tem. A base principal da contribuição financeira deve ser o amor. Como salvo por Cristo Jesus, o crente deve tudo em sua vida a Ele e, por isso, sente uma gratidão constante a Deus, que o impulsiona a contribuir com seus bens materiais.
Além disso, o crente, como mordomo, reconhece que tudo quanto tem pertence ao Senhor. Ele é o autor da nossa salvação. É Ele quem nos dá a vida, o ar que respiramos, a saúde, a capacidade para o trabalho, as oportunidades de trabalho, enfim, tudo vem dEle (I Crônicas 29:11-16). Em gratidão a tudo isto, o crente, com amor, devolve a Deus uma parte do que recebe dEle.
O que é dizimo?
O dízimo é a décima parte do que ganhamos ou recebemos. Esta é a parte que, no mínimo, deve ser devolvida ao Senhor. Noventa por cento deve ser usado com sabedoria para todas as nossas necessidades e dez por cento devem ser devolvido ao Senhor.
A quem deve ser dado o dízimo? À igreja na qual o crente pertence. A igreja, como vimos, foi fundada por Jesus Cristo, como a agência do seu Reino aqui na terra. No Velho Testamento, os dízimo eram entregues aos levitas e sacerdotes para o sustento. No Novo Testamento os dízimos são entregues às igrejas.
Por que o crente deve dar o dízimo?
Há muitos que alegam que a prática do dízimo pertence à lei e que estamos sob a graça. É verdade que estamos sob a graça e não mais sob a lei, mas acontece que o dízimo é uma prática muito anterior à lei. Já cinco séculos antes da lei ter sido dada, lemos que o dízimo era praticado pelos fiéis.
Encontramos a primeira referência ao dízimo em Gênesis 14:20, quando Abraão dá o dízimo a Melquisedeque. O modo como o fato é registrado dá a entender que era uma prática comum. Mais tarde, quando Jacó foge da presença de Esaú, ele promete dar o dízimo de tudo se o Senhor fosse o seu Deus e o abençoasse em sua viagem e seu regresso ao lar (Gênesis 28:20-22). O que a lei fez foi apenas confirmar uma prática que era comum. Para o povo judeu, o dízimo era obrigatório por lei; para o crente, é uma imposição do amor.
Jesus confirmou a prática do dízimo quando repreendeu os escribas e fariseus que desprezavam a lei (Mateus 23:23). Paulo, escrevendo aos coríntios, ensina-os a separar, “no primeiro dia da semana, sua oferta conforme a sua prosperidade” (I Coríntios 16:2). Ele ensina, portanto, o dízimo: cada um dando conforme o seu ganho. É um método prático, definido e sistemático.
Hoje, o nosso dízimo é em dinheiro, mas no passado era em produtos. Nos centros urbanos, todos recebem salário em dinheiro, o que não impede que em locais onde não circula o dinheiro o dízimo seja dado em produtos agrícolas, gado e etc. Assim faziam os irmãos no interior do Amazonas, Coari, dando dízimo em paneiros de farinha, aves, ovos, etc. O importante é dar a Deus a décima parte de tudo que Ele nos der.
Há na Bíblia promessas de bênçãos para os que são fiéis em seus dízimos e maldição para os infiéis (Malaquias 3:8-12). No entanto, a motivação do crente não deve ser o temor ou o desejo de receber algo em troca, mas sim o seu amor a Deus.
A oferta alçada ou oferta especial
O dízimo é uma obrigação de todo o crente. Mas o crente pode dar a Deus o quanto quiser e sentir no seu coração além do dízimo. A contribuição, que não é o dízimo, tem sido designada como oferta alçada ou oferta especial. São ofertas voluntárias em que podemos, se quisermos, especificar a finalidade da oferta.
Entre as ofertas alçadas podemos ter as ofertas de gratião a Deus por bênçãos que tenhamos recebido: aniversário, restabelecimento de uma enfermidade, aprovação em algum concurso, uma vitória em nossa vida, etc. Para estas ofertas não há valor estimado. Cada um dá como sentir no seu coração.
Outras ofertas especiais são para necessidades específicas da causa: Missões em todos o níveis (regionais, nacionais, mundiais). Como salvos por Jesus Cristo, sentimos a obrigação de levar o evangelho a todos os homens e por isso contribuímos para a sua efetivação. Cada crente oferta como sentir no seu coração.
Miguel Horvath
Lições Bíblicas – Editora EBAR

