Os Evangélicos e a Festa Junina

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Depois do Carnaval, o evento mais esperado do calendário brasileiro é a Festa Junina, que anima  o mês de junho com música caipira, quadrilhas, comidas e bebidas típicas em homenagem a três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro.

Assim, perguntamos: Teria algum problema os evangélicos acompanharem seus filhos em uma dessas festas realizadas nas escolas, quando as crianças, vestidas a caráter, dançam quadrilha e se fartam dos pratos oferecidos? Diante dessa questão tão polêmica, é oportuno mencionar o comportamento de certas igrejas evangélicas que, com a alegação de estarem propagando o evangelho, durante o Carnaval, se dedicam a um tipo duvidoso de evangelização, usando, inclusive, blocos carnavalescos com nomes bíblicos. Não devemos nos esquecer, no entanto, de que as estratégias evangelísticas devem ocorrer o ano todo e não apenas em determinadas ocasiões. O mesmo acaba acontecendo no período das festas juninas.

Ultimamente, surgiram determinadas igrejas evangélicas que, com o objetivo de levantar fundos para os necessitados e distribuir cestas básicas aos pobres, estão armando barracas junto com os católicos em locais em que as festas juninas são promovidas por órgãos públicos. Os “cristãos” que ficam nas barracas vestem-se a caráter e pensam que, dessa forma, estão procedendo biblicamente. E o que dizer das igrejas que promovem festas juninas em suas próprias dependências com a alegação de arrecadarem fundos? As festas juninas têm um caráter religioso que desagrada a Deus.

Nestas festas ocorrem rezas, canções e missas; as comidas e os doces são oferecidos a estes santos – claro que os que comem não são os santos, mas os que participam dela. Para muitos cristãos, pode parecer que a participação nessas festividades não tenha nenhum mal, e que a Bíblia não se posiciona a respeito.

O apóstolo Paulo, no entanto, declara em I Coríntios 10.11 que as coisas que nos foram escritas no passado nos foram escritas para nossa advertência: “Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”.

Como crentes, devemos adorar somente a Deus: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mt 4.10). Assim, nossos lábios devem louvar tão-somente o Senhor Deus: “Portanto, ofereçamos sempre por meio dele a Deus sacrifício de louvor, que o fruto dos lábios que confessam o seu nome” (Hb 13.15).

O texto de Apocalipse 7.9 é um bom exemplo do que estamos falando: “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas com palmas nas suas mãos. E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro“. É possível imaginar um cristão cantando louvores a São João Batista?

Motivos para não participar de Festas Juninas:

Plágio do Paganismo – As bases das festas juninas estão fincadas nas práticas das festividades pagãs. Eram as festas pelas colheitas. A festa junina usurpou isso dos gentios, com apenas o detalhe de transvestir tais festas com roupagem cristã. No entanto, quando Deus introduziu o povo de Israel na terra prometida adverti-os severamente para que não usassem esse tipo de costume: “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos” (Deut. 18:9). Independentemente das intenções, boas ou não, o plágio foi proibido por Deus.

Os Santos não Intercedem – É notório que estas festividades são para homenagear os três santos. Nestas datas as pessoas invocam sua proteção através de missas e fazem promessas e pedidos confiando em sua suposta intercessão. No entanto, temos razões bíblicas em abundância para rejeitarmos estas mediações: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (I Tm. 2:5). Se temos que pedir alguma coisa a alguém, esse alguém tem de ser Jesus Cristo.

Os Santos não Escutam – Um devoto junino acredita que os “santos” ouvem suas petições por ocasião destas festividades, mesmo sabendo que estas personagens já morreram há séculos! Mais uma vez a Bíblia rejeita este conceito por declarar a posição correta dos mortos em relação aos vivos: “Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento. Tanto o seu amor como o seu ódio e a sua inveja já pereceram; nem têm eles daí em diante parte para sempre em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” (Eclesiastes 9:5,6).

Invocação de Espíritos dos Mortos – Há uma crença em que o espírito de São João possa ser despertado por ocasião da soltura de foguetes, a fim de vir participar da festividade em sua homenagem. Folclore ou não, isto reflete de modo perfeito a crença católica da invocação dos santos. É claro que se o santo já morreu, o que é invocado é o espírito dele, e isto bate de frente com a advertência bíblica a respeito da consulta aos mortos: “Não se achará no meio de ti nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável 9ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti” (Deut. 18:9,12).

Outro Espírito Recebe em Lugar do Santo – Os espíritos dos santos não sabem de nada do que acontece em nosso mundo, portanto, não podem interceder por ninguém. Já que eles são neutros nisso tudo, para quem vai então às honras e os louvores destas festividades afinal? O apostolo Paulo estava ensinando quase a mesma coisa aos cristãos de Corinto quando disse: “Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.” Não estaria acontecendo algo similar nas festas juninas? Quando um devoto oferece sua colheita, suas oferendas e festividades a tais santos que segundo a Bíblia, não pode interceder e saber o que está acontecendo, quem então as recebe? Ou então, quando o pedido é atendido, quem concede estas “graças” às pessoas nas festas juninas? De uma coisa temos certeza: dos santos é que não são!

Comidas e Imagens – Por último, temos duas práticas rejeitadas pela Palavra de Deus. As comidas que são oferecidas nas festas juninas por vezes são benzidas e oferecidas ao santo. Como exemplo, temos o famoso pãozinho de Santo Antonio! Entretanto, a Bíblia diz: “Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos…não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa de demônios.” (Atos 15:29 ; I Co. 10:21). Quanto às imagens dedicadas aos santos, elas são proibidas pela Bíblia nos seguintes termos: “Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás diante delas, nem as servirás;” (Deut. 5:8,9).

Conclusão

Pare e pense: todas as práticas encontradas nas festas juninas são rejeitadas pela Palavra de Deus. Será que Deus se agradaria de tais festividades, quando sabemos que elas desobedecem explicitamente o que Ele ordenou em sua santa Palavra? Será que os católicos realmente estão honrando a Deus com isso? Pense novamente: Se Deus rejeitou as festas de Israel que eram dedicadas somente a Ele (Amós 5:21-23), mas que haviam sido mescladas com elementos dos cultos pagãos dos países vizinhos, não rejeitaria com mais veemência ainda as ditas festas “cristãs” dedicada aos santos?

About the author

Written by Pr Walmir Andrade

pastor da Segunda Igreja Batista em Palmas.

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